JORNALISMO NA BERLINDA
Sem garantia de emprego, jornalistas da TV Fronteira aprovam “estado de greve”
Profissionais buscam acordo por direitos trabalhistas até o dia 1º de setembro, quando a TV-TEM assume a retransmissão da Globo na região

Cerca de 120 jornalistas e radialistas da TV Fronteira, CBN, G1 aprovaram, em assembleia, estado de greve diante da recusa do Grupo Paulo Lima de assinar um acordo coletivo que mantenha a garantia de emprego desses profissionais até 31 de agosto.
A informação é do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e do Sindicato dos Radialistas que buscam há meses negociar esse acordo.
Segundo os sindicatos, os jornalistas e radialistas que trabalham nos veículos de imprensa do Grupo Paulo Lima sofrem o risco de demissão com o término do contrato de retransmissão de sinal gerado pela Rede Globo firmado para 31 de agosto de 2025 (TV-TEM assume a cobertura da região a partir dessa data).
‘DEMITIU, PAROU’
O estado de greve é o sinal enviado ao empresário Paulo Lima para que nenhuma demissão ocorra durante a tentativa de negociação. O lema adotado pelos profissionais é “demitiu, parou”.
Os sindicatos acusam o Grupo Paulo Lima de esvaziar uma reunião que deveria ser realizada no dia 29 de abril, com a presença de representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT).
A informação das entidades de trabalhadores em comunicação é a de que dias antes a procuradora do Trabalho de Presidente Prudente, Renata Aparecida Crema Botasso, “informou a suspensão ante a afirmação da empresa de que não daria mais andamento a qualquer tentativa de conciliação”.
Ao decidir abandonar as negociações, o Grupo Paulo Lima, segundo os sindicatos, “adotou argumentações infundadas e de cunho antissindical. No comunicado constavam, por exemplo, prints de circulares dos sindicatos aos trabalhadores, acusando as entidades de práticas subversivas, numa interpretação que remete aos tempos da ditadura”.
No entanto, os profissionais de comunicação de Presidente Prudente decidiram prosseguir a luta em defesa de seus empregos e direitos. Uma nova audiência de conciliação foi determinada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para sexta-feira (16), às 14h.
A pauta de reivindicações inclui garantia de estabilidade até o final do contrato de retransmissão e uma cesta de benefícios para quem for demitido(as) a partir de 1 de setembro de 2025.
Segundo os sindicatos, “esses trabalhadores e trabalhadoras, além de serem contribuintes e movimentarem a região de Presidente Prudente, são profissionais responsáveis por levar informação jornalística a 56 municípios da Região Oeste do Estado de São Paulo”.
As entidades sindicalistas afirmam que com essa decisão, “o Grupo Paulo Lima adotou argumentações infundadas e de cunho antissindical. No comunicado constavam, por exemplo, prints de circulares dos sindicatos aos trabalhadores, acusando as entidades de práticas subversivas, numa interpretação que remete aos tempos da ditadura”.
A reportagem não conseguiu falar com representantes do Grupo Paulo Lima, mas informa que o site UNIOL garante espaço para caso queiram refutar as informações enviadas pelos Sindicatos de Jornalistas e de Radialistas.
