As redes sociais publicaram vídeos de uma briga entre estudantes do I,E. D. Antonio José dos Santos. Eram todas meninas. Segundo ainda alguns relatos, seria o segundo dia de entrevero de alunos da mais tradicional escola de Rancharia.
A escola é estadual e no momento da saída não havia a Ronda Escolar da PM. A reportagem apurou que a mãe da garota espancada fez o boletim de ocorrência na delegacia, A estudante foi encaminhada ao hospital para exame de corpo de delito.
OMISSÕES NA SEGURANÇA
Ulisses de Souza
Conflitos entre adolescentes podem acontecer, especialmente na saída das escolas. Ainda assim, muitos já terminaram em tragédia. Os vídeos divulgados preocupam pela violência das jovens e pela reação de quem assistia à cena, parado, apenas gravando com o celular. Não há crítica a isso, porque a covardia é uma fraqueza gerada a partir da adolescência.
Mas cadê a segurança na cidade de apenas 28 mil habitantes?
Omissões e prevaricações são resultados da inércia programática dos agentes de segurança que trabalham na cidade.
Primeiro, a escola é estadual é a PM possui um tal de Programa de Policiamento Escolar, que segundo o site da Secretária de Segurança, é uma “atividade policial ostensiva voltada à segurança dos estabelecimentos de ensino e do perímetro escolar predefinido, visando a cumprir o estabelecido no programa de segurança escolar, de tal modo que satisfaça as necessidades de segurança da comunidade escolar. É realizado por meio da Ronda Escolar”.
Rancharia conta, pela primeira vez, com uma Secretaria Municipal de Segurança, cuja função é articular a atuação da Guarda Municipal, da Polícia Militar, da Polícia Civil, dos Vigilantes municipais e dos Bombeiros.
Afinal, qual tem sido o papel desse efetivo em Rancharia? E onde está a Guarda Municipal? E o Conselho Tutelar, cuja atuação também deveria estar presente? E a direção da escola, que sequer foi ao local para verificar o que acontecia?
A escola estadual está sob responsabilidade do governo Tarcísio de Freitas, que tenta implantar um modelo de educação militarizada na rede pública estadual.
Amanhã, como de costume, cobraremos uma posição dessas autoridades diante do caso e encaminharemos a denúncia sobre a falta de segurança na cidade ao Ministério Público.
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