TRÂNSITO É EDUCAÇÃO!

Rancharia e seu trânsito perigoso

Rancharia e seu trânsito perigoso
Publicado em 03/06/2026 às 20:37

Ulisses de Souza

Trânsito mata! E como mata. Rancharia não é diferente. Essa estatística de tragédia urbana é gerada pela falta de segurança, seja em cidades pequenas, médias ou grandes.

Há dias morreu um senhor de 64 anos atropelado quando tentava atravessar a rua, sem faixa de pedestre. 

O motorista, um trabalhador em serviço, vai responder por homicídio culposo, sem intenção de matar. Duas famílias que não serão mais as mesmas; uma que perde um ente querido e outra de um trabalhador que vai responder a um longo e cansativo inquérito policial, com despesa de advogado e tudo.

Nesse caso, quem deveria ser processado por homicídio doloso (com intenção de matar) seriam as autoridades do setor de segurança e o próprio prefeito.

Ora! A regra é clara. A preferência no trânsito é a do pedestre, desde que atravesse nas faixas pintadas no asfalto. Fora delas, não adianta chorar, mesmo que o acidente fosse  provocado por um motoqueiro a 100k/h, quando o limite é 40km/h. 

Fui e sou um contumaz crítico do inseguro trânsito de Rancharia. Ainda mais agora que os agentes decidiram vigiar as ruas a bordo do veículo oficial do ex-prefeito Marquinhos do Povo, que o sucessor Homero Facão não quis sentar no banco sempre ocupado pelo adversário político. 

Acho que a primeira providência é conscientizar que a velocidade máxima na área urbana é de 40km/h. Mandar fazer um decalque bem grande e pregar na traseira da mochila do motociclista entregador, com os dizeres: SOU MOTOBOY E RESPEITO OS 40 KM/H.

Os infratores serão punidos e a lanchonete, restaurante, bar, pizzaria que soltar o motoboy com entrega atrasada serão advertidos e na reincidência, multados.

Nos cruzamentos perigosos é necessário a presença de um agente de trânsito (apenas um, dois já ficam conversando) com apito desse de juiz de futebol a fim de fazer motoristas e pedestres entenderem qual o direito de cada um.

Agora, imaginem os treminhões (até de 9 eixos) que circulam impunemente nas ruas urbanas de 40km/h.Jamais o motorista vai enxergar uma criança atravessando a rua.

A GM, que gosta de queimar combustível e poluir o ar, seria muito mais útil com um aparelho de medir velocidade portátil. 

Ah! Não tem como encerrar esse artigo sem abordar a proliferação dessas coisas que não passam de bicicletas estilizadas motorizadas. Todo leitor vai saber o que eu quero alertar; Há crianças pilotando essas pequenas máquinas mortíferas, sem capacete, ao lado de treminhões que absurdamente trafegam nas ruas de Rancharia sem qualquer fiscalização. 

O prefeito, secretário de segurança, diretor de trânsito sabem quem são os pais irresponsáveis e sequer chamam para conversar.

Para resolver todo esse imbróglio de insegurança no trânsito vereadores e gestores públicos deveriam saber que a mobilidade urbana é algo inadiável; Ao invés de ficarem indicando lombadas prá lá e pra cá, façam um projeto que reúna numa cidade tão pequena como a de Rancharia áreas no trânsito para pedestres, veículos, bicicletas, motos e, principalmente, transporte urbano gratuito com ônibus com ar-condicionado.

Almoço diariamente no restaurante Hawai (Tato). Como moro no lado oposto uso a faixa de pedestre. Minha mulher desistiu de atravessar comigo porque faço prevalecer o direito do pedestre. Quando vem carro ou moto em velocidade paro e ergo os braços. Já parei até viatura da Polícia. Mas, um dia, segundo a minha família, serei atropelado, morto, por uma causa que um cidadão quis fazer prevalecer o seu direito de ter preferência na faixa de pedestre.

Como ninguém age nessa cidade comprei no Mercado Livre, baratinho, uma placa de mão PARE E SIGA, que vou usar na travessia do Restaurante Hawaii, na avenida Pedro de Toledo, e em outros locais perigosos do trânsito da cidade.

Me aguardem!