TELEVISÃO SEM AR
Funcionários da TV Fronteira dão exemplo de ética profissional
Ulisses de Souza

Ulisses de Souza
A questão sobre a falta de sinal da TV TEM/Globo na região de Presidente Prudente envolve as emissoras Globo, TV TEM e TV Fronteira. Cada uma dessas emissoras possui responsabilidades em relação à situação atual que afeta os telespectadores dos 54 municípios da região. Difícil concluir quem desrespeita mais.
É reconhecido que a situação da TV Fronteira enfrenta desafios significativos. No entanto, importa ressaltar o compromisso e a dedicação dos mais de cem profissionais responsáveis pela manutenção da emissora no ar.
Os Sindicatos dos Jornalistas e Radialistas tentam há meses, sem sucesso, negociar com o Grupo Paulo Lima para evitar demissões em massa na TV Fronteira.
No próximo dia 10 de setembro, quarta-feira, ocorrerá audiência da ação civil pública movida pela Procuradoria do Trabalho de Presidente Prudente após denúncia dos sindicatos dos Jornalistas e Radialistas sobre risco de demissão em massa no Grupo Paulo Lima (TV Fronteira, CBN, G1 e portal).
O Sindicato dos Jornalistas informa que os trabalhadores pedem garantia de emprego e benefícios para quem for dispensado após o término do contrato de retransmissão em 31 de agosto.
Os funcionários que trabalham na produção de programas jornalísticos enfrentam desafios relacionados à insegurança profissional no emprego durante a realização de suas atividades. E protagonizam um esforço hercúleo para manter os programas jornalísticos da TV Fronteira, ainda no ar.
A TV Fronteira acumula fantástico arquivo de 30 anos de cobertura regional em Presidente Prudente e conta com jornalistas bem conectados nos 54 municípios.
Ainda não está definido o destino desse material, pois os gestores da TV Fronteira não têm histórico de preservação no setor de comunicação. Cito o exemplo do jornal Oeste Notícias.
Será que a arrogância do proprietário da TV Fronteira permitiria, neste momento, um sinal para reunir as forças da região em defesa da manutenção da emissora?
Todo veículo de comunicação depende de publicidade e, por isso, a colaboração do setor empresarial local é fundamental, sem interferência política das prefeituras, estado ou governo federal.
O momento para agir é este.
Não é necessário aguardar até o dia 10.
Uni-vos!
