MEIO AMBIENTE

Polícia Ambiental multa a COCAL em R$ 407 mil por danificar vegetação nativa em João Ramalho e Rancharia

Queimada se espalhou em 25 focos e foi iniciada em Rancharia, devido a irregularidades no aceiro (barreira que impede o avanço do fogo)

Polícia Ambiental multa a COCAL em R$ 407 mil por danificar vegetação nativa em João Ramalho e Rancharia
Publicado em 16/10/2025 às 12:08

A Polícia Militar Ambiental aplicou multa no valor de R$ 407 mil à Cocal por danos ambientais em áreas rurais de João Ramalho e Rancharia.

Segundo o documento, a empresa é acusada por “danificar vegetação nativa mediante uso de fogo, em área de reserva legal, sem autorização do órgão ambiental competente”.

A Polícia informou que cumpriu o atendimento em 25 focos de queimada nos municípios de João Ramalho e Rancharia. Os incêndios foram detectados por satélites de monitoramento e investigados com base em dados de coordenadas geográficas, datas e horários específicos.

No release, a polícia  afirma que “durante as diligências, constatou-se que o incêndio, de autoria ainda desconhecida, teve início em uma propriedade rural localizada no município de Rancharia. O fogo alastrou-se até propriedades vizinhas em João Ramalho, atingindo áreas sob responsabilidade da Usina Cocal, especialmente as Fazendas Guará, Raiz da Mata e Catarina”.

Na Fazenda Guará, foi constatada a queima de 230 hectares de área agrícola com despalha de cana-de-açúcar e 54,3 hectares de Reserva Legal com vegetação nativa do bioma Cerrado. Apesar de a vistoria técnica ter apontado o afastamento de responsabilidade por omissão por parte da Fazenda Guará, a investigação ambiental identificou falhas na Fazenda Água Rasa, em Rancharia.

As diligências revelaram irregularidades nos aceiros — barreiras naturais ou artificiais que impedem o avanço do fogo — entre áreas de cultivo e de vegetação nativa. Essas falhas, somadas à continuidade vegetal entre as propriedades, estabeleceram o nexo causal necessário para responsabilização ambiental da empresa.

A empresa foi notificada e designou uma analista ambiental para receber os documentos e comparecer à audiência agendada para o dia 3 de novembro de 2025, às 9h30, na sede da Coordenadoria de Fiscalização da Biodiversidade 5, em Presidente Prudente.

COCAL

A reportagem contatou, por meio do site da empresa, a assessoria de imprensa. Caso haja resposta essa postagem será atualizada. (redação de O FATO)