POLÍCIA
Polícia de Rancharia investiga furto de 7 portas maciças das 25 de uma residência
Jornalista diz que em oito anos que o imóvel ficou fechado furtaram até o quadro de energia elétrica

A Polícia Civil investiga a denúncia de furto de 7 portas das 25 maciças do imóvel construído pelo médico Dr. João Batista, à avenida Pedro de Toledo, 245.
O boletim de ocorrência com a denúncia foi solicitado pelo proprietário do imóvel, jornalista Ulisses de Souza, que ficou quase oito anos sem poder entrar no local por causa de um imbróglio jurídico.
O jornalista afirma que nesse período foram furtados de motor de piscina a quadro de energia elétrica. Mas, segundo ele, chama a atenção o sumiço das 7 portas, pois duas pessoas teriam dificuldade de transportar apenas uma diante do peso por ser de madeira maciça.
Portas são de madeiras maciças e duas pessoas têm dificuldades em transportá-las

Um morador de Martinópolis ficou com o imóvel em seu nome durante um período e um advogado de Rancharia era responsável pelas chaves.
A polícia havia entrado no imóvel para verificar a denúncia anterior de que o cômodo que abrigava a redação do jornal O FATO havia sido arrombado. “Lá estavam arquivos físicos de toda a minha careira jornalista, com recortes de 15 anos de Folha de S.Paulo; oito (8) anos de Oeste Notícias, 30 anos de O FATO, 12 anos de Revista da APM e outros veículos de comunicação”, disse o jornalista.


Em 2016, quando o jornalista foi obrigado a desocupar o imóvel ele não não entregou as chaves do cômodo onde funcionava o escritório do jornal O FATO.
Ele disse que esperava arrumar um novo local para acomodar os arquivos de aço, máquinas, pc, laptop, quadros, diplomas, coleção de jornais, livros, revistas que estavam no escritório.
“Fiz um B.O. por interdito proibitório tentando garantir o que ficou no cômodo que funcionava a redação de O FATO. Em 2017, recebi fotos de uma pessoa que havia entrado no imóvel como profissional e identifiquei que haviam destruído o meu escritório e inutilizado todos os arquivos, jogados na área da garagem, na qual havia problema de infiltração e as calhas deveriam ser limpas semanalmente”, afirmou Ulisses.
As fotos foram encaminhadas à delegacia no B.O. aberto em 2016. O delegado solicitou do jornalista que entrasse na casa e identificasse todos os objetos e assim a polícia compareceria ao local.
“Eu não tinha permissão para entrar, pois a casa não estava em um nome. Mas a polícia poderia fazer isso, e não fez. Tive que recorrer ao Ministério Público, que solicitou da polícia investigação sobre a denúncia”, afirmou Ulisses.
Segundo o jornalista, quando a polícia entrou na residência, a pedido do MP, os equipamentos valiosos, como computadores, impressoras, máquinas, tinham sumido.
Com a denúncia do furto das portas, o jornalista disse que vai acompanhar “passo a passo” as investigações, pois, segundo ele, “quem ficou com a guarda da casa foi uma pessoa e seu advogado”. (redação de O FATO)
