CRIME ORGANIZADO

Polícia frustra plano de PCC para matar procurador de Prudente e diretor de presídios

A polícia do Deinter-8 cumpriu 25 mandados de busca domiciliar distribuídos nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1)”.

Polícia frustra plano de PCC para matar procurador de Prudente e diretor de presídios
O promotor Lincoln Gakyia, de Presidente Prudente, era o principal alvo da ação do PCC
Publicado em 24/10/2025 às 22:19

A região de Presidente Prudente foi destaque nos principais noticiários de TV, sites e jornais devido a ação policial que frustrou um plano do PCC de atentar contra o promotor, Lincoln Gakyia, e o diretor de penitenciárias, Roberto Medina.

Segundo a assessoria de imprensa do Deinter-8, “a ação, que contou com intenso planejamento e integração entre as forças de segurança, teve por objetivo o cumprimento de 25 mandados de busca domiciliar distribuídos nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1)”.

Dois homens foram presos em flagrante, por tráfico de drogas. Com eles, a polícia apreendeu 4.363,39 gramas de drogas, apetrechos utilizados para o comércio de drogas, 1 motoneta, 1 moto, 1 Fiat Palio,  1 camionete, 1 simulacro de arma de fogo, 30 munições calibre 380 e aproximadamente  R$ 7.600,00. Foram apreendidos ainda equipamentos eletrônicos, como celulares, notebook, computadores, tablets, dentre outros,

As investigações, que tramitam sob a condução da 1ª DIG/DEIC 8, revelaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e altamente disciplinada, incumbida de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados.

De acordo com os elementos colhidos, os criminosos já haviam identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades, num plano meticuloso e audacioso que demonstrava o grau de periculosidade e ousadia da organização. A célula operava sob rígido esquema de compartimentação, no qual cada integrante desempenhava uma função específica, sem conhecer a totalidade do plano, o que dificultava a detecção da trama.

A ação integrada entre os setores de inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Ministério Público foi fundamental para detectar e neutralizar o plano antes que fosse executado, impedindo que o crime organizado alcançasse seu objetivo. A atuação coordenada das instituições permitiu a identificação dos envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e que, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado. (Deinter-8)