POLÍTICA

Prudentino Guilherme Piai é alvo de três acusações; favorecer suas empresas e encobrir rombo na secretaria de Agricultura

Imprensa paulista destaca principalmente o rombo de R$ 50 milhões denunciado pelo Ministério Público. Deputados da oposição ameaçam ir à Justiça sobre o “favorecimento”

Prudentino Guilherme Piai é alvo de três acusações; favorecer suas empresas e encobrir rombo na secretaria de Agricultura
Foto: Reprodução/Instagram
Publicado em 15/11/2025 às 16:06

O jornal digital O FATO, de Rancharia, publica em sua última edição reportagem sobre denúncias contra o prudentino e secretário de Agricultura, Guilherme Piai, acusado por usar o cargo para encobrir um rombo no Programa “Melhor Caminho” e defender interesses particulares como empresário do agro.

O nome do bolonarista Piai, político de confiança do governo Tarcísio de Freitas, foi envolvido em três escândalos divulgado pela imprensa do país.

O principal deles mostra a carreira meteórica que Piai teve como político, mesmo não tendo sido eleito deputado federal nas últimas eleições. Foi bem votado em todo oeste paulista.

Guilherme Piai e o prefeito de Rancharia, Homero Facão, município no qual foi o segundo candidato mais votado nas eleições para deputado federal

Segundo a reportagem, Piai atuou como coordenador da campanha do bolsonarista Tarcísio de Freitas na região de Presidente Prudente e recebeu como recompensa o cargo de secretário-executivo do Itesp (Fundação instituto de Terras do Estado de São Paulo). Passou para a Secretaria de Agricultura, como secretário executivo, e assumiu o cargo de Secretário da Pasta, em 11 de outubro de 2023. Ao cargo de adjunto da pasta havia sido nomeado em 29 de setembro.

O ex-secretário da Agricultura, Antonio Julio Junqueira, nomeado por Tarcísio, autorizou em junho de 2023 a sua equipe a enviar ao MP (Ministério Público), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) suspeitas de suspeitas de corrupção no programa “Melhor Caminho”.

Segundo a imprensa, “os aditivos que aumentaram os valores dos contratos foram assinados em dezembro de 2022, no fim da gestão do ex-governador Rodrigo Garcia”.

O MP instaurou 147 inquéritos para investigar aditivos contratuais suspeitos para essas obras em estradas rurais. Mais de 10 ações civis foram movidas e a Justiça já havia bloqueado bens de alguns dos investigados.

Isso levou Tarcísio de Freitas a mover a peça de xadrez e colocar um nome de confiança para administrar o rombo calculado pelo MP de mais de R$ 50 milhões.

Julio Junqueira pediu exoneração do cargo de Secretário da Agricultura em  exoneração do cargo em 4 de outubro de 2023. Guilherme Piai que havia sido promovido no antes anterior (setembro) do Itesp para secretário executivo (posto número dois da pasta) foi promovido ao cargo de secretário.

Quando Piai chegou à secretaria de Agricultura, substituiu Marcos Boechtter, servidor que veio do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e um dos responsáveis pela descoberta do suposto esquema de fraude em contratos de obras em estradas rurais.

Piai é acusado de ter encerrado a apuração interna sobre as suspeitas no Programa “Melhor Caminho”. Segundo o site Metrópoles, teria demitido servidores da equipe que fez o levantamento da corrupção e criado mecanismo de controle interno, além de solicitar o retorno para sua pasta da apuração interna sobre os aditivos que já estava na Procuradoria-Geral do Estado.

Ainda, segundo o site, Piai criou o chamado Grupo Técnico de Trabalho, que faria uma “minuciosa análise” para “emitir parecer conclusivo sobre a regularidade dos cálculos e da documentação que ensejou a concessão do reequilíbrio econômico-financeiro às empresas executoras das obras do Programa Cidadania no campo: Rotas Rurais – Melhor Caminho”. O grupo acabou concluindo pela regularidade dos aditivos.

Guilherme Piai se defendeu após denúncias feitas por ex-servidores ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Durante sua declaração, ele os considerou ‘incompetentes’ e refutou as alegações de que teria atuado para obstruir investigações sobre pagamentos irregulares realizados por sua secretaria.

Guilherme Piai não é alvo de investigação ou ação judicial. (redação de O FATO)