LEGISLATIVO
Estudar e fazer leis, é preciso!

Ulisses de Souza
(artigo publicado no jornal O FATO sobre o início das atividades da Câmara em 2025)
A maioria das pessoas tem uma mania ou superstição. Eu sou supersticioso. Não passo sob escadas. Não entro em algum lugar com o pé esquerdo. Por isso, fico à vontade em afirmar que a Câmara Municipal iniciou seu primeiro ano do mandato 2025/2028 com o pé esquerdo.
Se é azar, não sei, mas haja saco ouvir durante quase duas horas a voz do secretário Tarzan, que não é o rei da selva, desfilar um monte de baboseiras, por meio de indicações ridículas e desnecessárias.
Foram quase 50 sugestões. Gastaram papéis a rodo! O preâmbulo das indicações, acessado pelo famoso CtrlV, imiscui-se até agora em meus neurônios.
Com qual justificativa que vereadores iniciantes, como Pastor Ediclei, Vanila Alli e Thales da Farmácia vão a um debate defender as excrescências sugeridas?
À eles dar-se-á a justificativa de que são imberbes políticos. E os veteranos? Os dinossauros do legislativo? À reeleição desses nobres edis credite-se a ignorância política e o cabresteamento da população votante.
Qual, por exemplo, é a explicação de um veterano, com quase uma década de Câmara, achar que agora que é oposição pode indicar mudança no horário e salário dos estagiários?
Esse veterano é o Washington do Forro, justo ele que foi um dos baluartes da aprovação do projeto que permitiu na gestão Marquinhos do Povo mais estagiários (indicados) do que o número necessário, por meio de uma sacana redução de horário e salário.
Visão puramente eleitoreira. Raciocínio simples. As duas últimas refregas eleitorais entre Ieia e Marquinhos foram decididas por uma margem ridícula de votos. Coisa que dois estagiários e suas famílias podiam resolver. Simples, assim!
E o Tarzan e a Helena Briano pedindo tapa buraco e quebra-molas? Ridículo!
Jairzinho votou com o pedido de Vitinho para investigar o que aconteceu na permuta das rodoviárias, sacramentada entre a prefeitura e o Laticínios Ipanema. Esquisito, muito esquisito!
O que vereadores demonstraram nessa abertura do ano legislativo é a de que vão “encher linguiça” para ganhar os R$ 6.400,00 mensais. Nada de projetos que tanto seriam úteis para que Rancharia saia do fundo do poço, onde se encontra.
O município necessita, com urgência, se enquadrar nos projetos de cidades com planejamento urbano sustentável. Replanejar, esse é o verbo. E para isso, a Câmara é de vital importância já que por lá passam, por exemplo, o Plano Diretor, o Código de Posturas, o Código de Obras, que são os motores que vão impulsionar o município a fim de se preparar para um futuro sombrio provocado pela crise climática. Vereadores, deixem essas baboseiras de pedir tapa-buracos, quebra-molas e passem a estudar para que a Câmara possa produzir as leis que podem impulsionar um progresso, quiçá demorado
