TÁ NO AR!
Cheiro…, que cheiro?
O jornalista Ulisses de Souza inicia a sua função como cronista do PORTAL UNIOL. Se possível, segundo ele, as crônicas serão diárias

Ulisses de Souza
Quem não sentiu dias desses um cheiro desagradável no ar? Se engarrafado, poderia ser descrito como fragrância de merda, de galinha podre, de boi putrefato, de cachorro molhado ou de peido embutido. O melhor dos olfatos não decifraria.
Esse é o ar que vez ou outra voltamos a respirar e ninguém consegue saber se vem pelo vento norte ou vento sul.
Recentemente, o ar poluído ganhava intensidade principalmente na Vila Tereza e na entrada da cidade (Cristo). Mas, agora o mau cheiro chega, no início da noite, na direção da Igreja Matriz.
A origem do ar poluído são os frigoríficos e a lagoa fétida que deixou de tratar o esgoto da cidade há quase vinte anos.
Com a chegada da senilidade, minhas narinas estão cansadas, mas não desgastadas, porque nunca cheirei nada proibido.
Na Feira da Lua, às quintas-feiras, há quem desconfie de alguma coisa vencida nas diversas barracas que fazem parte daquela noite gastronômica.
O mau cheiro exalado pode, sim, causar doenças, principalmente respiratórias.
Mas, será que somente eu (como jornalista) e Orlando Pascotto (como advogado) temos as narinas abertas para esse tipo de poluição?
A impressão que se tem é a de que autoridades na função de gestores públicos não estão preocupados. Frequentam ostensivamente a Feira da Lua e os lambe-botas que os rodeiam não os alertam para o problema.
Rancharia possui a Secretaria do Meio Ambiente, que se preocupa mais em autorizar cortes de árvores sadias. Os policiais ambientais ficam atrás de cidadãos corretos que criticam a administração e precisam explicar que a denúncia feita é falsa.
A Cetesb está em Presidente Prudente e o cheiro não chega lá, assim como as narinas dos funcionários do Gaema (órgão do MP-SP) não são importunadas.
A Farmácia Municipal deveria providenciar, com urgência, descongestionantes nasais a todos os gestores públicos plantonistas por quatro anos.
No mais, a vida anda mais que trem bala.
Mas, sem cheiro, pô!.
